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sexta-feira, 14 de abril de 2023

A Química do sapo Cururu

 


Você muito provavelmente já deve ter ouvido as expressões "beijar sapo" e "engolir sapo". 

Mas aposto que nunca ouviu "lamber sapo".

Estranho né?

É isso mesmo, em países como a Austrália lamber sapos é um ato bastante comum. Isto porque o sapo cururu produz uma mistura de substâncias denominada bufotoxina em que o principal componente é a bufotenina, um alcalóide indólico derivado da serotonina e que possui potente efeito alucinógeno.

A bufotoxina é produzida e excretada como mecanismo de defesa por glândulas localizadas atrás dos olhos e nas costas do sapo cururu.

O consumo da bufotenina como alucinógeno é muito comum e os usuários a obtém comprimindo as glândulas do sapo cururu, recolhendo-a para ser posteriormente fumada sob a forma de cachimbo. Entretanto, alguns usuários preferem consumir a bufotenina lambendo diretamente a pele do sapo cururu. 

Por Alda Ernestina dos Santos

 


A Química do chocolate

 


Você sabia que a composição do chocolate envolve a presença de mais de 300 compostos químicos diferentes?

Dentre ele a feniletilamina, substância responável por acionar a liberação de dopamina. Desta forma, a sensação de bem estar que sentimos ao saborear um delicioso chocolate é geralmente atribuída à feniletilamina.

Outro componente importante é o triptofano, um aminoácido essencial, que  está relacionado à produção de serotonina, conhecido como hormônio do prazer, por este motivo muitas pessoas acreditam que o chocolate tenha propriedades afrodisíacas. Contudo, o triptofano está presente em quantidades muito pequenas no chocolate, e por este motivo é pouco provável que o seu consumo leve de fato a algum efeito afrodisíaco.

A teobromina é um outro importante componente do chocolate. Esta substância pertente à classe dos alcaloides e embora esteja presente em pequenas quantidades no chocolate é potencialmente tóxica para os cães, podendo inclusive levá-los à óbito. Por esse motivo os cães jamais devem consumir chocolate ou produtos à base de chocolate.

Por Alda Ernestina dos Santos

quinta-feira, 9 de março de 2023

Água oxigenada e suas aplicações diversas no cotidiano

 


O peróxido de hidrogênio (H2O2), ou água oxigenada, como é mais conhecido é um composto químico de grande importância e utilização em nosso cotidiano. A água oxigenada é um líquido incolor que muito se assemelha à água, e recebe este nome por apresentar fórmula molecular H2O2, ou seja, contém um oxigênio a mais que a água.

A água oxigenada possui as mais diversas aplicações em nosso cotidiano, a seguir são descritos alguns exemplos.

Antisséptico em feridas e machucados

A água oxigenada comercial consiste de uma solução aquosa de peróxido de hidrogênio e é comumente usada na desinfecção de feridas e machucados. 

Ao entrar em contato com a ferida ou machucado, a água oxigenada sofre degradação produzindo água e gás oxigênio (O2). Tal reação ocorre sobre a ação de um catalisador, a enzima catalase, presente no sangue.

A efervescência instantânea que observamos ao aplicar a água oxigenada na ferida ou machucado é devido à liberação do gás O2 na reação, que é o responsável pela propriedade antisséptica da água oxigenada, já que é letal para microorganismos anaeróbicos, tais como bactérias. 

Branqueador em produtos diversos

O H2O2 é um excelente oxidante e por isto é muito utilizado como agente branqueador, por exemplo, no processo industrial de branqueamento do papel. Estima-se que cerca de 2 milhões de toneladas de H2O2 são usadas todos os anos no branqueamento do papel. 

Devido ao seu efeito branqueador o H2O2 é usado em procedimento de clareamento dental, visando a remoção de manchas e o clareamento dos dentes. Alguns produtos de limpeza, como tira-manchas, por exemplo, também apresentam H2O2 em sua composição.

Oxidante em tintas para cabelo 

O H2O2 é usado como oxidante em tintas capilares, pois atua descorando a melanina e clareando os cabelos. Além disso, auxilia no processo de tingimento capilar, oxidando outras substâncias químicas presentes na tinta.

Reagente em varetas luminosas

O H2O2 está presente na composição daquelas varetas luminosas, muito usadas em festas noturnas. 

Quando a vareta é rompida e agitada o H2O2 reage prontamente com uma substância presente no compartimento da vareta. Tal reação produz energia suficiente para excitar as moléculas do corante, que passa então a emitir luz.


Por Alda Ernestina dos Santos


segunda-feira, 6 de março de 2023

A cor e o aroma das rosas

 



Você sabia que a coloração das rosas vermelhas se deve à presença de antocianinas como a cianina e a pelargonidina? 


Antocianinas são metabólitos secundários que atuam como pigmentos vegetais, conferindo coloração característica às folhas, frutos e flores de espécies vegetais diversas.


A coloração da uva roxa por exemplo, se deve à presença de antocianinas.


Além das antocianinas, as rosas apresentam outros pigmentos como a rubixantina e a zeaxantina, desta forma existem sob diferentes colorações.

Por sua vez, o aroma das rosas se deve a uma variedade de compostos voláteis, especialmente terpenos, como o geraniol, citronelol, nerol, dentre outros.

Por Alda Ernestina dos Santos

domingo, 5 de março de 2023

Ésteres e o aroma das frutas

 


Os ésteres são compostos orgânicos em geral de odor agradável e conferem o aroma característico a diversas frutas.

Por este motivo, tais compostos são comumente utilizados na indústria alimentícia como aromatizantes naturais ou sintéticos, conferindo aroma e sabor característico e agradável aos alimentos. Além disso, são utilizados na produção de bebidas alcoólicas, como vinhos e cervejas, para conferir aromas e sabores específicos.

Os ésteres podem ser sintetizados em laboratório a partir de uma reação denominada esterificação, que ocorre entre um álcool e um ácido carboxílico. 

Dentre os ésteres encontrados em frutas pode-se destacar:

Fruta

Éster

Álcool e ácido carboxílico de origem

morango

butanoato de butila

ácido butanóico e butan-1-ol

kiwi

benzoato de metila

ácido benzóico e metanol

laranja

etanoato de octila

ácido etanóico e octan-1-ol

framboesa

etanoato de butila

ácido etanóico e butan-1-ol

banana

etanoato de isopentila

ácido etanóico e isopentanol

maçã

etanoato de etila

ácido etanóico e etanol

abacaxi

butanoato de etila

ácido butanóico e etanol

pêra

etanoato de propila

ácido etanóico e propan-1-ol

Por Alda Ernestina dos Santos